O Organização Mundial de Saúde – OMS aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde no mundo. Um estudo realizado em 2017 pela Global Burden of Disease Brasil – GBD, mostrou que o aumento da obesidade, glicemia de jejum e uso de álcool é consistente com os dados da maioria dos países no mundo. Segundo este estudo, o excesso de peso e a obesidade constituem o segundo fator de risco mais importante para a carga global de doenças e estão associadas com várias doenças crônicas não transmissíveis, tais como: Doenças Cardiovasculares, Diabetes, Câncer no Cólon, Reto e Mama, Cirrose, entre outras.

Em 2013 a Pesquisa Nacional de Saúde contabilizou que 56,9% da população brasileira apresentava excesso de peso e a obesidade acometia quase 30 milhões de adultos. Este valor aumentou expressivamente nos últimos 5 anos, segundo Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Cerca de 40% da população adulta brasileira, aproximadamente 57,4 milhões de pessoas, possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT).

A Obesidade é considerada uma doença crônica, multifatorial e o distúrbio nutricional mais comum na infância. O aumento crescente do numero de obesos no mundo indica a grande participação do ambiente na gênese da doença, com hábitos dietéticos, sedentarismo e fatores psicossociais, responsáveis por 95% dos casos.

O tratamento da obesidade implica melhora na resolução de varias doenças associadas. É importante ressaltar que apenas 10% dos pacientes com obesidade são diagnosticados e menos que 2% recebem tratamento para obesidade.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, quatro em cada cinco crianças obesas permanecerão obesas quando adultas. Os períodos mais críticos para o desenvolvimento da obesidade são: fase intrauterina, os primeiros dois anos de vida e a adolescência.

De acordo com os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, coletados entre 2008 e 2010, no Brasil, 15% das crianças na faixa de 5 a 9 anos estavam obesas e 37% com excesso de peso. Na faixa de 10 a 19 anos, as taxas de excesso de peso eram de 34,8% para meninos e 32% para meninas, e de obesidade eram, respectivamente, de 16,6% em meninos e 11,8% em meninas. Mais recentemente, o Estudo Populacional de Base Escolar, constatou taxa de obesidade de 8,4% entre os adolescentes, sendo mais alta na região Sul, atingindo 12,5% do total. O excesso de peso foi constatado em 17,1% do total de estudantes.

Os fatores de risco para desenvolvimento de obesidade na infância são: prematuridade, bebes pequenos para idade gestacional, bebes grandes para idade gestacional, filhos de mães diabéticas, pais obesos, interrupção precoce no aleitamento materno e introdução inadequada da alimentação complementar, com oferta de alimentos ricos em gordura e açúcares e o uso de leite de vaca antes de um ano de idade. Além dos determinantes biológicos, a forte influencia do ambiente no desenvolvimento da obesidade infantil também deve ser considerada, e medidas que incidam no ambiente alimentar devem ser desenvolvidas e apoiadas.

Dessa forma, as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) se caracterizam como um grande problema de saúde nacional, conforme comprova a PNS. São importantes causadoras de mortes no País, além de causarem outras enfermidades que afetam a capacidade e qualidade de vida da população como um todo.

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Fonte: Agencia Nacional de Saúde Suplementar – Manual de Diretrizes para o Enfrentamento da Obesidade na Saúde Suplementar Brasileira, 2017.

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