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PCR ultrassensível: o que você precisa saber sobre este exame

A proteína C reativa ou PCR ultrassensível é uma proteína sintetizada no fígado, cujos níveis aumentam de valor quando há alguma inflamação acontecendo no organismo. A PCR é considerada um reagente de fase aguda, tendo suas taxas aumentadas em resposta à algum tipo de inflamação e sendo dificilmente detectados em pessoas saudáveis.

A PCR responde a proteínas inflamatórias conhecidas como citocinas, que são produzidas pelos glóbulos brancos durante o processo inflamatório.

O exame de PCR é usado ainda para detectar manifestações exacerbadas de doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, lúpus ou vasculite. Através dos níveis de PCR, também é possível saber se o anti-inflamatório usado para tratar alguma doença ou condição está sendo eficiente ou não.

Como é feito a coleta do exame PCR?

O exame PCR é realizado através da coleta de sangue. Trata-se de um método preciso, rápido, seguro, mas é também um método inespecífico, ou seja, não é suficiente para diagnosticar qualquer doença. O exame pode revelar que a pessoa tem alguma inflamação no corpo, mas não é capaz de indicar a sua localização exata.

No Paula Tostes o exame está disponível durante todo o dia, não precisando de agendamento e também não é necessário estar de jejum.

Para que serve o exame PCR ultrassensível?

A proteína C reativa é muito usada para ajudar no diagnóstico de doenças inflamatórias/infecciosas e para o acompanhamento da eficácia do seu tratamento. Como já foi dito, a PCR é um exame inespecífico. Ela nos diz que existe uma inflamação em curso no organismo, mas não diz quem é o agente causador.

Para avaliar o risco de doenças cardiovasculares é feito o exame de PCR ultrassensível, que faz uma dosagem mais precisa de proteína C reativa. Isso porque, muitas doenças cardiovasculares resultam de dois fatores:

  1. Inflamação constante nas paredes dos vasos sanguíneos;
  2. Acúmulo de colesterol na parede desses vasos.

Dessa forma, os valores de PCR estão relacionados com os principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, podendo refletir o papel que tais fatores exercem no desenvolvimento de inflamações nos vasos sanguíneos.

A importância da proteína C reativa ultrassensível para as doenças cardiovasculares

Os testes habituais que medem os valores sanguíneos da PCR costumam ter um limite inferior que fica ao redor de 0,3 mg/dl.

Recentemente, novas técnicas de detecção da proteína C reativa tem permitido uma avaliação mais detalhada dos resultados dos pacientes com PCR abaixo de 0,3 mg/dl. Um exame chamado proteína C reativa altamente sensível ou ultrassensível permite detectar com segurança valores de PCR tão baixos quanto 0,03 mg/dl.

Essa possibilidade de detectar valores muito baixos possibilitou o uso da PCR-us como um marcador de doenças cardiovasculares.

Evidências acumuladas desde a década de 90 vêm apontando para um papel central da inflamação na origem das arterioscleroses e, por consequência, no aparecimento de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio. Mais de 30 estudos já demonstraram que uma inflamação silenciosa de pequena intensidade, caracterizada por elevações bem pequenas, mas persistentes, da proteína C reativa, está claramente relacionada a um maior risco de desenvolvimento de placas de colesterol nos vasos sanguíneos, o que facilita o surgimento de doenças cardiovasculares.

Pessoas com níveis de PCR persistentemente acima de 0,3 mg/dl apresentam alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Com esses valores, a proteína C reativa indica que há um processo inflamatório discreto, porém continuo, ocorrendo no organismo.

O risco cardiovascular é considerado médio quando o resultado do exame PCR ultrassensível apresenta valores entre 0,1 mg/dl e 0,3 mg/dl.

Se os níveis de PCR estiverem abaixo de 0,1 mg/dl, significa que a pessoa tem baixo risco de desenvolver doença cardiovascular.

Obviamente, níveis baixos de PCR nem sempre indicam que não existe uma inflamação no corpo. Pessoas com artrite reumatoide e lúpus podem apresentar níveis normais de proteína C reativa. Ainda, indivíduos diabéticos, hipertensos, fumantes e/ou obesos apresentam frequentemente níveis de PCR acima de 0,3 mg/dl.

E aí gostou desse conteúdo?

Agora que você sabe da importância e do quão fácil é cuidar de sua saúde, procure o seu laboratório de confiança e teste a sua PCR ultrassensível.

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