O mês de fevereiro é dedicado à conscientização da Leucemia, que é um tipo de câncer das células sanguíneas. A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Tendo como principal característica o acumulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

Segundo estimativas do INCA de 2020, o numero de casos foi de 10.810 casos, sendo a maior parte de homens. O número de mortes provocadas por esta doença foi de 7.218, sendo em sua maioria de homens também.

Estes dados mostram a importância dessa doença no cenário brasileiro e aqui neste artigo vamos discutir algumas informações importante de tratamento e cuidados que devemos ter com esse tipo de câncer. Acompanhe!

Como são classificadas as Leucemias?

As leucemias são divididas em agudas e crônicas. O grupo das leucemias agudas é dividido em mieloblástica e linfocítica, sendo que essa diferenciação é feita na célula de origem de cada grupo. De forma geral as leucemias agudas apresentam uma evolução muito rápida, sendo necessário o diagnóstico precoce e o tratamento rápido.

Apesar de ser um tipo raro de câncer, a Leucemia aguda apresenta um elevado índice de morte em pessoas abaixo de 35 anos/. A incidência das leucemias é semelhante por todo o mundo, sendo que, dentre as leucemias agudas, a mieloblástica tem ligeira predominância sobre a linfocítica.

As leucemias são predominantes no sexo masculino, sendo o maior numero de casos nos de raça branca. A idade de acontecimento difere enormemente entre dois grupos, sendo a leucemia linfocítica aguda (LLA) muito comum até os 10 anos de idade e a leucemia mielóide aguda (LMA) muito comum na media de 65 anos de idade.

Vale lembrar os casos de leucemia que ocorrem de forma secundária, ou seja, possuem uma causa bem definida que a promoveu, sendo esses a minoria. Na maioria das vezes não existe uma causa bem definida para a doença. Nos casos de leucemia secundária, podemos destacar como fatores de risco, o tratamento anterior da doença de Hodgkin, o uso de alguns quimioterápicos e o tratamento da própria LLA.

Quais os principais sinais e sintomas da Leucemia?

Os principais sintomas decorrem do acumulo de células defeituosas na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção das células sanguíneas normais. A diminuição dos glóbulos vermelhos ocasiona anemia, cujos sintomas incluem: fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, entre outros. A redução dos glóbulos brancos provoca baixa da imunidade, deixando o organismo mais sujeito a infecções muitas vezes graves ou recorrentes. A diminuição das plaquetas ocasiona sangramentos, sendo os mais comuns das gengivas e pelo nariz e manchas roxas (equimoses) e/ou pontos roxos (petéquias) na pele.

A pessoa pode apresentar gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas, febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal, dores nos ossos e nas articulações. Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central (SNC), podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.

Como é feito o diagnóstico da Leucemia?

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maiores chances de tratamento.

A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais e radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivas da doença ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas, mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Os exames utilizados para o diagnóstico laboratorial são: hemograma, teste de coagulação sanguínea, testes químicos de rotina (eletrólitos, creatinina, etc), esfregaço do sangue e da medula óssea e, em algumas vezes, a biópsia da medula óssea. Os estudos mais avançados como fenotipagem, citogenética e biologia molecular são também indicados.

Como se dá o tratamento da Leucemia?

Nas leucemias agudas, o processo de tratamento envolve quimioterapia, controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no SNC. Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea.

O tratamento é feito em etapas. A primeira etapa tem a finalidade de obter a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade após a poliquimioterapia. Esse resultado é alcançado em torno de um mês após o inicio do tratamento, quando os exames não mais evidenciam células anormais.

Na leucemia linfoblástica aguda (LLA), o tratamento é composto de três fases: Indução de remissão, consolidação(tratamento intensivo com quimioterápicos não empregadas anteriormente); e manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Durante todo este período, pode ser necessária a internação decorrente de infecções.

Na leucemia mielóide aguda (LMA), a etapa de manutenção só é necessária para os casos de um subtipo de LMA (leucemia promielocítica aguda), muito relacionado com hemorragias graves no diagnóstico. Nesses casos, existe uma mutação genética específica que pode ser detectada nos exames da medula óssea e o tratamento com uma combinação de quimioterapia com tretinoina possibilita taxas de cura bastante elevadas.

Onde eu posso realizar os testes laboratoriais para identificar a Leucemia?

Os exames laboratoriais de rotina, assim como exames de alta complexidade, podem ser realizados no Paula Tostes.

O Paula Tostes por exemplo, oferece os seguintes exames:

Cariótipo de medula

Coleta de líquor (coleta realizada por um médico) e é indicado para o diagnóstico, classificação e monitoramento de tratamento de pacientes com Leucemias ou outras desordens hematológicas malignas.

Translocação BCR-ABL 

Coleta de sangue e através dele é possível detectar de forma muito sensível a translocação entre os cromossomos 9 e 22 (cromossomo Philadelphia), que caracteriza geneticamente. A Leucemia Mieloide Crônica (LMC).

Imunofenotipagem – painel proliferativo

Exame muito importante para o diagnóstico de Leucemias, pois, avalia a forma das células progenitoras do sangue e as quantifica.

Identificando, assim, qual o tipo exato de célula que compõe um determinado tecido, quando há dúvida diagnóstica na análise de biópsias.

No Paula Tostes, você pode realizar a coleta do material sanguíneo por ordem de chegada ou agendar um horário por telefone, ou pessoalmente.

 

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Fontes:

http://www.sbcancer.org.br/wp-content/uploads/2016/10/leucemias.pdf

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia

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