Infecção urinária é a presença anormal de patogênicos (que causam doença) em alguma região do trato urinário. Algumas pessoas, especialmente mulheres, podem apresentar bactérias no trato urinário e não desenvolverem infecção urinária, chamadas de bacteriúria assintomática.

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. É mais prevalente no sexo feminino, mas também acomete pacientes do sexo masculino principalmente quando associada à manipulação do trato urinário e à doença prostática. A ITU pode ser classificada quanto à localização em ITU baixa (cistite) e ITU alta (pielonefrite) e quanto à presença de fatores complicadores em ITU não complicada e ITU complicada. A ITU é complicada quando estão presentes alterações estruturais ou funcionais do trato urinário ou quando se desenvolve em ambiente hospitalar.

Na ITU não complicada a Escherichia coli é a bactéria responsável pela maioria das infecções enquanto nas ITUs complicadas o espectro de bactérias envolvido é bem mais amplo incluindo bactérias Gram positivas e Gram negativas e com elevada frequência organismos multirresistentes. ITU é definida pela presença de 100.000 ufc/mL. Os sinais e sintomas associados à ITU incluem polaciúria, urgência miccional, disúria, hematúria e piúria. A escolha da terapia antimicrobiana para a ITU varia de acordo com a apresentação da infecção, hospedeiro e agente. Estratégias envolvendo diferentes esquemas terapêuticos de acordo com grupos específicos de pacientes maximizam os benefícios terapêuticos, além de reduzir os custos, as incidências de efeitos adversos e o surgimento de microrganismos resistentes.

Infecção do trato urinário (ITU) representa um sítio frequente de infecção tanto em pacientes da comunidade como em pacientes internados em unidades hospitalares, representando uma das principais causas de infecção nosocomial. ITU é responsável por 8,3 milhões de visitas médicas anuais nos EUA e corresponde ao segundo sítio mais comum de infecção na população em geral. Entre indivíduos institucionalizados a ITU é a infecção bacteriana mais comum, com 12 a 30% dessa população experimentando um episódio de infecção por ano.

A infecção urinária é responsável por cerca de 40% do total de infecções nosocomiais reportadas ao Center for Diseases Control and Prevention (CDC), nos EUA, com prevalência variável entre 1 a 10%. É comum em unidades de terapia intensiva onde representa a terceira infecção mais frequente.

A incidência de infecção urinária é de 80% a 90% em mulheres, é mais prevalente na idade reprodutiva e nas mulheres que estão na menopausa, devido à queda do estrogênio e de alterações no tipo e quantidade de microorganismos que protegem a vagina. Mulheres adultas tem 50% vezes mais chances de adquirir ITU do que os homens e 30% das mulheres apresentam ITU sintomática ao longo da vida. Como a principal rota de contaminação do trato urinário é por via ascendente, atribui-se esse fato à menor extensão anatômica da uretra feminina e a maior proximidade entre a vagina e o ânus característica da genitália feminina.

Embora mais comum em mulheres, a incidência de ITU aumenta entre homens acima de 50 anos. A instrumentação das vias urinarias – incluindo-se o cateterismo vesical – e a ocorrência de doença prostática são os fatores mais implicados no aumento da incidência no sexo masculino.

Sintomas

Na infecção urinária, os principais sintomas na mulher são:

  • Disúria (ardor na uretra durante a micção);

  • Aumento da frequência urinária (mais de sete vezes por dia);

  • Noctúria (mais de uma micção noturna);

  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
 
  • Dor suprapública;

  • Sangue na urina;

  • Alteração do aspecto físico da urina (coloração escura, aparência turva e odor forte). Em alguns casos mais severos, a doença pode causar dor lombar, febre e/ou mal-estar.

     

Diagnóstico

A infecção urinária é uma doença que, quando não tratada adequadamente, pode acometer todo o trato urinário, independente da faixa etária do paciente. As mulheres sofrem mais com o problema por terem uma uretra mais curta e mais próxima ao ânus, local rico em bactérias provenientes das fezes. A doença é causada por microorganismos que entram pela uretra e que podem até mesmo atingir a bexiga e os rins, infectando todo o trato urinário, causando fortes dores.

O diagnóstico da infecção urinária é realizado em consultório pela escuta das queixas do paciente e pelo exame físico realizado em consultório. A comprovação da infecção é realizada pelo exame de urina e determinação da quantidade de bactérias presentes na amostra coletada. Se o resultado for superior a 100 mil bactérias por mililitro é diagnosticada a infecção urinária. O tipo de bactéria causadora da infecção e o antibiótico apropriado para o tratamento são determinados pela cultura de urina (urocultura).

Dependendo do nível da infecção e do histórico do paciente, o médico pode solicitar outros exames para investigar o aparelho urinário. Podem ser solicitados exames como ultrassom do abdômen e da pelve, urografia excretora, cintilografia renal e outros exames de imagem, tais como tomografia do abdômen.

Apesar de não enfermidade específica do sexo masculino ou feminino, as mulheres estão mais predispostas a terem infecção urinária, pois sua uretra é mais curta e mais próxima do ânus, favorecendo o contágio por bactérias provenientes das fezes. Por esse motivo, é extremamente importante ter atenção à higiene dessa região.

Se sentir ardência ou dor ao urinar procure seu médico. A infecção urinária deixada sem tratamento pode comprometer diversos órgãos do trato urinário.

Exames

Os exames complementares que podem ser uteis para diagnóstico de ITU incluem: (1) Urina rotina – EAS, (2) Urocultura, (3) Antibiograma; (4) Hemocultura e (5) Exames de imagem

Prevenção

Para prevenir a infecção urinária recomendam-se algumas medidas a serem realizadas no dia a dia. Confira abaixo:

  • Ingestão de líquidos em grande quantidade;

  • Não reter urina;

  • Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação;

      • Micção antes e após relação sexual;

      • Estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação hormonal;

      • Evitar o uso do diafragma e espermicidas;

      • Tratamento adequado do diabetes mellitus.

Tratamento e Cuidados

Para a infecção urinária do tipo cistite é possível o tratamento com antibiótico de dose única, de curta duração (três dias) ou de longa duração (sete a dez dias). Já na pielonefrite, a indicação é o uso do de antibiótico por períodos mais longos.

Como no caso do corrimento vaginal, a idade e o modo de vida da paciente devem ser levados em consideração para a escolha do tratamento.

Convivendo

Em alguns casos a infecção se torna recorrente e conviver com esse problema não é nada fácil. Alguns fatores aumentam as chances da doença reaparecer, como o diabetes, retenção urinária, uso de sondas inseridas no trato urinário, incontinência fecal e urinária, cálculos renais e gravidez.

Para evitar que a infecção urinária se torne uma doença recorrente o ideal é fazer um acompanhamento médico a fim de tratar causas que predisponham seu surgimento, beber bastante água e evitar a retenção urinária além de lembrar de urinar após as relações sexuais.

Fontes

https://www.gineco.com.br/saude

http://revista.fmrp.usp.br/2010/vol43n2/Simp3 https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/in feccao-urinaria-no-homem

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