Disfunção hormonal atinge mulheres entre 4 a 7 vezes mais que os homens

Você já ouviu falar na glândula tireóide? Ela é uma das maiores glândulas do nosso corpo, tem o formato que se assemelha às asas de uma borboleta e fica localizada na região do pescoço.

É ela a responsável por secretar importantes hormônios, como triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), que atuam regulando as funções de órgãos como fígado, rins e coração.

No que se refere a qualquer hormônio, quando sua produção está em desequilíbrio, o corpo humano sofre, apresentando diversos sintomas. Não é diferente quando se trata da tireóide.

Entre os resultados das disfunções da tireóide, existem duas condições bem conhecidas: o hipotireoidismo e o hipertireoidismo.

O segundo é caracterizado por um excesso na produção hormonal, que resulta em vários sintomas, dos quais valem a pena ser mencionados: aceleração dos batimentos cardíacos, perda significativa de peso, fraqueza muscular, deficiência de cálcio, couro cabeludo enfraquecido, entre outros. 

Adiante, vamos observar, com mais profundidade, o impacto do hipotireoidismo no organismo dos pacientes, em especial as mulheres.

Quais os impactos do hipotireoidismo no organismo feminino?

Uma pesquisa divulgada pelo Thyroid Foundation of Canada atestou que os casos de hipotireoidismo afetam as mulheres, em média, quatro a sete vezes mais que os homens.

Contudo, não é apenas a discrepância entre casos que chama a atenção.  A disfunção hormonal, caracterizada pela baixa produção de hormônios como o triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) afeta a vida das mulheres de diferentes formas.

O hipotireoidismo tem como sintomas comuns

  • Prisão de ventre;
  • Quadros depressivos;
  • Diminuição da frequência cardíaca;
  • Ganho de peso, entre outros.

Além do quadro depressivo – que já é sintoma do hipotireoidismo – o ganho de peso pode desencadear em mulheres (que são socialmente vítimas da pressão estética), o agravamento do quadro, visto que implica, muitas vezes, na diminuição da autoestima das pacientes.

Outro sintoma preocupante em mulheres é a interferência no ciclo menstrual. Em mulheres em idade reprodutiva, a condição pode resultar em ciclo menstrual excessivo, má formação endometrial e ciclo menstrual acelerado (inferior ao padrão de 28 a 30 dias).

Por aparecer em qualquer fase da vida, em mulheres jovens, pode significar menstruação precoce, geralmente antes dos 10 anos de idade.

Como é feito o diagnóstico dessa disfunção hormonal?

Após avaliação médica, com base no depoimento da paciente, é comum a solicitação de exames laboratoriais para avaliar a produção ou concentração hormonal no organismo do indivíduo. 

Existem dois quadros clínicos, que representam a condição: hipotireoidismo típico e hipotireidismo subclínico.

No caso do hipotireoidismo subclínico, os níveis de T4 da paciente podem se apresentar como regulares. Contudo, há a possibilidade de evolução do quadro, para hipotireoidismo típico.

Entre os exames laboratoriais solicitados, podemos destacar T4 livre e TSH.
Para saber mais sobre os exames e a rotina de preparação pré-coleta, entre em contato com uma de nossas consultoras, ou acompanhe o Paula Tostes através das redes sociais.

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