Na Segunda Guerra Mundial, um farmacêutico chamado Benjamin Greene desenvolveu uma substancia para proteger os soldados nos campos de batalha feita a partir de subprodutos do petróleo, esta substancia funcionava como um bloqueador físico dos raios solares. Não era o ideal, mas considerando as outras soluções na época, foi um grande avanço. Desde então, os filtros evoluíram até o que conhecemos hoje, o protetor solar aparece em forma de creme, loção e sprays com diferentes fatores de proteção.

Mas antes de saber qual o melhor protetor solar para a sua pele você preciso entender alguns conceitos físicos sobre as radiações solares e suas consequências para a pele humana.

Provavelmente, você já sabia que o sol emite vários tipos de radiações, ondas de comprimentos variados. Onde cada um desses comprimentos de onda determinará as consequências dessa radiação para os seres humanos. São 3 os principais tipos de radiação que chegam até a superfície da terra e causam problemas à pele.

Ultravioleta B (UVB) – luz praticamente imperceptível, responsável pelas queimaduras solares, bronzeamento da pele, escurecimento de manchas e a maioria dos cânceres de pele. Essa radiação é mais intensa próximo ao meio dia, no verão e nos trópicos.

Ultravioleta A (UVA) – também pouco percebida, representa 95% da luz que chega à Terra e é responsável pelo envelhecimento cutâneo, bronzeamento da pele escurecimento de manchas e alguns canceres de pele. Em comparação com a UVB, essa radiação varia muito pouco ao longo do ano, do dia e do globo terrestre.

Infravermelho (IR) – esta luz de tom avermelhado é responsável por parte da percepção de luminosidade e do calor que temos sob o sol. Parece estar associada com o escurecimento de alguns tipos de manchas.

Agora que você sabe porque as radiações A e B são mais danosas à nossa saúde e quais são os horários em que ficamos mais expostos a cada uma delas, vamos lhe ajudar a escolher um bom protetor solar.

COMO ESCOLHER O PROTETOR SOLAR CORRETO PARA A SUA PELE?

Os protetores solares possuem a sigla FPS (ou SPF, em inglês) na embalagem, que significa “Fator de Proteção Solar“. Este fator deveria servir para padronizar os diferentes produtos, facilitando a vida do consumidor, mas na pratica não é isso que ocorre. O FPS se baseia na queimadura solar, ou seja, somente UVB, e determina principalmente, o tempo de exposição que podemos ter sem ficar com a pele rosada.

Por exemplo, imagine uma pessoa de pele clara que, sem nenhum produto na pele, comece a ficar com a pele rosada após 10 minutos de exposição solar e outra, de pele morena, que comece a ficar rosada após 20 minutos da mesma exposição. Se elas aplicarem um protetor solar FPS 30, teoricamente, a de pele clara poderá ficar 30 vezes 10 minutos (300 minutos) e a de pele morena 30 vezes 20 minutos (600 minutos) até começarem a ficar rosadas. Ou seja, quanto mais clara a pele, menor a proteção de um mesmo filtro solar.

Além disso, cada FPS possui um percentual de proteção anti-UVB. Um FPS 30, por exemplo, protege cerca de 96% dos raios UVB e um FPS 50, 98%. Assim, mesmo estando dentro do prazo de tempo explicado acima, a proteção nunca será de 100%. Agora você entende porque os produtos com FPS acima de 50 provavelmente não trazem benefícios extra.

E a UVA? Essa radiação, muitas vezes negligenciada por não queimar a pele, também está associada com alguns tipos de câncer da pele.  A maior evidência disso é o fato dessa doença ser cada vez mais comum, mesmo com o advento dos filtros solares. Além disso, a UVA tem grande importância estética, já que é a radiação responsável pelo envelhecimento da pele e, como a UVB, pela sua pigmentação.

A grande dificuldade dos protetores solares está em nos proteger dessa radiação. Os testes não conseguem precisar o quanto estamos protegidos e, portanto, não há um fator padronizado que nos indique essa proteção. Os rótulos dos produtos costumam indicar “proteção de amplo espectro “, “PPD” (seguido de um número) ou uma sequência de até 3 cruzes (+++), na tentativa de identificar o quanto esse produto nos protege da UVA. Mas não se engane, um PPD considerado alto ou uma indicação “+++” pode até significar que o produto oferece proteção anti-UVA, mas não se sabe ao certo qual a verdadeira proteção que temos.

Agora que você já sabe as diferenças entre radiações e o significado daquelas siglas na embalagem você certamente está apto para tomar uma decisão inteligente quando for adquirir um protetor solar. Correto?

Quer saber mais? Dá uma olhadinha no nosso blog, são mais de 160 artigos sobre saúde e bem-estar. Boa leitura!

 

Fonte:

www.mdsaude.com

Post Relacionados

Deixar comentário.

Share This