Descobriu que está grávida? Calma! A gente entende que ansiedade é muito grande mas não precisa se descabelar (kkk). Tudo o que você está passando é natural e vai “passar”! Outra coisa, se você está curiosa para saber qual o sexo do bebê para preparar aquele chá revelação, mas está com dúvidas sobre o que é sexagem fetal, fica tranquila que este artigo é para você.

O QUE É SEXAGEM FETAL?

A sexagem fetal já está sendo realizada desde 2003, porém ainda é uma técnica pouco conhecida no Brasil. De maneira bem simplificada, a sexagem irá verificar se o bebê é menino ou menina. Este exame é realizado através de uma amostra de sangue da mãe. Simples assim? Exatamente! É um exame minimamente invasivo, onde é realizada apenas uma coleta venosa de aproximadamente 20 ml de sangue. Confira esta explicação detalhada neste vídeo de um de nossos parceiros.

A identificação do sexo do bebê é possível através de uma metodologia molecular chamada de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Como a PCR é uma técnica altamente sensível, ela é capaz de detectar pequenas quantidades de DNA fetal presentes no sangue materno.

DE QUE FORMA É FEITA A DETERMINAÇÃO DO SEXO?

Durante a gestação, uma pequena quantidade de células fetais atingem a corrente sanguínea da mãe, através da placenta. A análise dessas células determinam o sexo do bebê, através da investigação de partes de cromossomo Y na circulação materna. O cromossomo Y determina o sexo masculino no ser humano. Sendo assim, a determinação do sexo acontece pela presença de cromossomo Y:

  • Presença do Cromossomo Y:  probabilidade de sexo masculino.
  • Ausência do Cromossomo Y: probabilidade de sexo feminino.

SENSIBILIDADE, SEGURANÇA, E A SEXAGEM NA GESTAÇÃO GEMELAR A sexagem fetal apresenta sensibilidade de 99%, a partir da 8° semana completa de gestação. Estudos realizados apontam que o material fetal pode ser detectado a partir da 5° semana de gestação. Porém, sabe-se que conforme a idade gestacional evolui, a concentração de DNA do feto no sangue materno aumenta. Portanto, a sensibilidade do teste é maior com o avanço do tempo de gestação, sendo recomendado que a sua realização ocorra a partir da 8° semana.

No caso de uma gravidez gemelar, é necessário levar em consideração o tipo de gestação:

  • Gêmeos univitelinos, conhecidos como gêmeos idênticos: Possuem o mesmo sexo. Então a presença de cromossomo Y no sangue materno indica que ambos são do sexo masculino, e a ausência indica que ambos possuem o sexo feminino.
  • Gêmeos bivitelinos, conhecidos como gêmeos não idênticos: A presença de cromossomo Y representa que pelo menos um dos bebês são do sexo masculino, não sendo possível determinar o sexo do outro bebê (pode ser menino ou menina). A ausência de cromossomo Y indica que ambos os bebês são do sexo feminino.

INTERFERENTES NA ANÁLISE DE SEXAGEM FETAL

A sexagem fetal possui pouquíssimas contraindicações, sendo a maior parte dos Interferentes do exame relacionados aos métodos de coleta da amostra e preparo do DNA. É fundamental que a amostra seja coletada a partir da 8° semana de gestação, para se garantir a presença de material genético fetal no sangue materno. Outro fator importante é que a coleta seja feita em tubo apropriado (tubo PPT).

O uso do anticoagulante heparina pode levar a um resultado inconclusivo. Neste caso, é recomendado a repetição do exame após 15 dias.

Gestantes que receberam transfusão sanguínea ou transplante de órgão de um homem, podem apresentar um resultado falso masculino, devido a presença de material genético do doador.

Por esses motivos, é solicitado que a gestante responda um formulário antes de realizar a coleta, onde serão registradas informações relevantes à realização do exame, como tempo de gestação, existência de gravidez anterior, histórico de transfusão sanguínea ou transplante de órgãos, entre outras questões.

Após este artigo, esperamos que você tenha conseguido conhecer e entender como funciona a sexagem fetal. Este exame não precisa de pedido médico para a sua realização, mas em alguns casos específicos é necessário que a gestante leve em consideração a avaliação médica para determinar possíveis interferentes no resultado (transfusão, transplante, uso de medicação).

E lembre-se, procure sempre um laboratório de confiança para realizar o seu exame!

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Referências

CARDOSO, A. S., et al. Precisão e Procedimentos para a Sexagem Fetal. Faculdade Alfredo Nascer, 4° Sem. Pesquisar.

LEVI, J. E., et al. Determinação Pré-natal do Sexo Fetal por meio da Análise de DNA no Plasma Materno. RBGO – v. 25, nº 9, 2003.

MARTINHAGO, C. D., et al. Determinação precoce do sexo fetal pela análise do DNA no plasma materno. Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(3): 190-4.

SEZIKAWA A. et al. Accuracy of fetal gender determination by analysis of DNA in maternal plasma. Clin Chem. Out. 2001, v. 47, p. 1856-1858.

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