É bem comum vermos o transtorno de ansiedade na vida do adolescente, do adulto e da senilidade em artigos, entrevistas e conteúdos relacionados. E se engana quem pensa que isso é problema de gente grande. A ansiedade é um dos problemas de saúde mental mais diagnosticado também na infância, ficando atrás somente do transtorno de hiperatividade e déficit de atenção.

O PROTAIA – Programa de Transtorno de Ansiedade na Infância e Adolescência, do Instituo de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, revelou que cerca de 10% da população infantil sofre de algum quadro de ansiedade.

Mas como perceber se as o seu filho ou filha está sofrendo algum transtorno de ansiedade?

Existem alguns sintomas que são mais comuns, tais como:

  • Aperto no peito
  • Tontura
  • Falta de ar
  • Tremor
  • Suor
  • Boca seca
  • Respiração curta
  • Palpitação
  • Frio na barriga
  • Dores musculares ou de cabeça
  • Vontade frequente de ir ao banheiro
  • Pensar de forma negativa e crítica
  • Superestimar a probabilidade de acontecerem coisas ruins
  • Focar nas coisas que dão errado
  • Subestimar a própria habilidade para lidar com dificuldades
  • Ter expectativas de insucesso

Existem várias formas e metodologias de diagnosticar e de tratar a ansiedade na infância, dependendo da intensidade dos sintomas. Muitas vezes os remédios não são recomendados, a orientação psicoeducacional pode melhorar o quadro e já ajuda em longo prazo.

Um ponto fundamental é trabalhar os pais que podem estar gerando um nível mais elevado de ansiedade na criança, por causa das brigas, das disfuncionalidades familiares, falta de conhecimento em como educar os filhos e diversas outras características.

Então, o medo e a ansiedade são emoções geralmente adaptativas e essenciais para sobrevivência, mas tornam-se disfuncionais quando há aumento desproporcional da intensidade, duração e frequência diante de um estímulo ameaçador.

Quando se faz referência aos transtornos de ansiedade (TAs) na infância, os medos seguem um curso diferente do exposto, são persistentes, interferem no funcionamento dos indivíduos, geram sofrimento significativo e prejuízos, especialmente à aquisição de habilidades acadêmicas e sociais. Além disso, os TAs em crianças frequentemente apresentam comorbidades associadas e aumentam o risco para a presença de transtornos mentais na vida adulto. Infelizmente, apesar da alta prevalência e dos prejuízos, os TAs ainda são pouco reconhecidos e subtratados.

Classificam-se os TAs em:

  • Transtorno de ansiedade de separação;
  • Transtorno de ansiedade generalizada;
  • Transtorno de ansiedade social;
  • Transtorno de pânico;
  • Agorafobia;
  • Fobia especifica;
  • Mutismo seletivo.

O diagnóstico de ansiedade infantil é fornecido por profissionais da área da saúde. Por isso, é imprescindível buscar ajuda médica e psicológica quando os episódios de angústias, preocupações e medos se tornam desproporcionais, exagerados e com duração prolongada.

Quando a ansiedade está intensa pode prejudicar bastante o dia a dia da criança, sobretudo o desempenho escolar. É preciso tomar providências precocemente para evitar que a situação se agrave, especialmente na vida adulta.

Lembrando que a ansiedade é um sentimento normal, não podemos classificar sentimentos como bons ou ruins. O medo, por exemplo, é essencial para que possamos nos proteger dos perigos da vida.

Assim, cabe aos pais, professores e educadores observarem quando algumas situações se tornam exageradas. E, quando isso acontecer, a melhor saída é dar pequenas oportunidades para que as crianças se sintam mais corajosas, mas sem forçar situações. Afinal, ninguém deixa de ser ansioso do dia para a noite. O processo é lento e requer muita paciência.

Comece conversando abertamente sobre os medos da criança e peça para que a mesma diga o que está sentindo. Ouça atentamente e mostre que você está ali para ajudá-la no que for preciso. Faça o possível para deixa-la confortável ao falar sobre sentimentos. Essa é uma maneira de explorar a causa da ansiedade infantil.

Mostre que sentir medo é natural e que o melhor caminho não é evitar determinadas situações, como ir à escola. É essencial explicar que é possível ultrapassar qualquer angústia que esteja sentindo.

Quando um episódio de ansiedade surgir, pratique junto com a criança, técnicas de relaxamento. Ensine a respirar fundo, inspirando e expirando lentamente. Ouvir música também é uma ótima atividade para distrair.

O brincar também é muito importante. Dedique tempo com seus filhos, nem sempre se trata de quantidade, mas de qualidade, qualidade do tempo que você está presente por completo, junto com seu filho ou sua filha. Deixe explorar o espaço e divirta-se muito.

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