Por que a amamentação de RN é tão importante?

Que a amamentação é fundamental para a saúde do bebê, que o leite materno fornece ao bebê todos os nutrientes necessários e auxilia no desenvolvimento motor, cognitivo e imunológico nós sabemos. Agora, você sabia que além do bebê, a mãe também se beneficia muito com este processo? Não? Então continue lendo este artigo que vamos compartilhar algumas dicas valiosas sobre este assunto – amamentação de RN.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Além disto, a amamentação é um momento único e exclusivo entre mãe e bebê, onde há o fortalecimento do vínculo emocional entre ambos.

O que poucos falam é que amamentar não é fácil. Por que?

A grande questão é que a amamentação não é tão simples como imaginamos. Temos a ideia que amamentar é algo instintivo, ou seja, toda mãe sabe e pode realizar. Entretanto, alguns fatores dificultam ou até mesmo impedem a realização da amamentação, tais como:

CONDIÇÃO

CAUSAS

Baixa produção de leite

Fatores psicológicos

Distúrbios hormonais

Esvaziamento inadequado das mamas

Alterações nas mamas

Mamilos invertidos: dificultam a pega do bebê

Lesões nos seios decorrentes da amamentação

Galactosemia e intolerância a lactose

Ingestão de leites e derivados lácteos são proibidos

Recusa do bebê a mama

Uso de bicos, chupetas, mamadeiras

Dor ao ser posicionado para mamar

Mães portadoras de HIV e HTLV

Alta probabilidade de transmissão de mãe para bebê através do leite materno

Ao enfrentar alguma destas situações, a mãe entra em um estado de sofrimento, auto-julgamento, impotência e constrangimento. Impedida de amamentar, ela deixa de ser a provedora da alimentação do seu bebê, algo que está entrelaçado ao simbolismo da maternidade. Isso gera uma falsa ideia de abstenção ao papel de mãe.

O que você precisa saber antes de começar a amamentação de RN

Muitas dificuldades relacionadas à amamentação podem ser resolvidas com o aconselhamento adequado. Recomenda-se:

  • Evitar mamadeiras: É uma importante fonte de contaminação. Além disso, ela causa uma dificuldade no bebê em sugar a mama, já que o leite flui facilmente e rapidamente sobre ela. Estudos demonstram que o bebê rejeita a mama devido um fluxo de leite menor e mais demorado do que o da mamadeira.
  • Uso de chupetas: Diminui a frequência em que os bebês são amamentados, o que compromete a produção de leite.
  • Lesões nos mamilos: Muitas mães desistem da amamentação ou praticam o desmame precoce devido ao surgimento de lesões nas mamas, que geram dor e desconforto. Elas podem ser evitadas com o posicionamento adequado do bebê e alguns cuidados, como a exposição das mamas á luz solar e manutenção dos mamilos sempre secos e limpos.
  • Aumento da ingestão calórica e de líquidos: Para a produção de leite é necessário consumo de dieta balanceada e mais calórica que a habitual (recomenda-se aumentar em média 500 calorias por dia) e o aumento da ingestão de líquidos, garantindo que a mãe não sinta sede (lembrando que água em excesso também leva a uma baixa produção de leite).

Já as mamães que não consigam amamentar, é necessário que elas re-signifiquem o que é ser uma boa mãe. Ser mãe está muito além da amamentação. Mãe é amor, aconchego e cuidado. Uma boa mãe faz o que é necessário para garantir a saúde do seu bebê. E lembre-se que, esse é um grande ato, porém é só uma fase de toda uma vida de cuidado que irá dedicar ao seu filho.

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Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

LOBO, C. R.; RIBEIRO, A. S.; SILVA, L. C. C.; ATAÍDES, T. M. Mães que amamentam: relatos de experiências. Enfermagem Revista, v. 23, n. 1, 2020.

AMARAL, L. J. X.; SALES, S. S.; CARVALHO, D. P. S. R. P.; CRUZ, G. K. P.; AZEVEDO, I. C.; FERREIRA JUNIOR, M. A. Fatores que influenciam na interrupção do aleitamento materno exclusivo em nutrizes. Ver. Gaúcha Enferm. 2015; 36(esp): 127-34.

NEVES, C. V.; MARIN, A. H. A impossibilidade de amamentar em diferentes contextos. Barbarói, Santa Cruz do Sul, n.38, p. 194-214, jan/jun. 2013.

DOMINGUEZ, C. C.; KERBER, N. P. C.; ROCKEMBACH, J. V.; SUSIN, L. R. O.; PINHEIRO, T. M.; RODRIGUES, E. F. Dificuldades no estabelecimento da amamentação: visão das enfermeiras atuantes nas unidades básicas de saúde. Rev Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2017; 25:e14448.

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